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Combustíveis

Pró-álcool

combustiveisEm 1979 iniciou-se o Programa Nacional do Álcool – Pró-Álcool, a partir de então, ocorreram novas e importantes modificações na composição dos combustíveis utilizados pelos veículos automotores. Neste mesmo ano, foi iniciado o fornecimento da mistura da gasolina com o etanol anidro, com 15% de etanol, chegando-se a 22% nos anos seguintes. Esta proporção de adição de etanol anidro à gasolina foi adotada em 1990 pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente, por recomendação do setor energético.

Uma nova alternativa de combustível automotivo surgiu em 1990 devido a escassez de etanol anidro no mercado brasileiro. Introduziu-se, em caráter emergencial, a mistura metanol: etanol: gasolina (33:60:7 respectivamente em porcentagem de volume), conhecida como MEG(Metanol/Etanol/Gasolina), para utilização em veículos movidos exclusivamente a etanol. Essa mistura foi concebida na CETESB a partir de cálculos teóricos e de ensaios de emissão de escapamento, sendo aceita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA, permitindo a manutenção dos parâmetros de emissão, consumo e desempenho dos veículos em uso.

A partir da Lei Nº 8.723, de 28 de outubro de 1993 e suas novas redações, o Governo Federal fixou o percentual obrigatório de adição de etanol anidro combustível à gasolina em todo território nacional, podendo atualmente variar de 18 a 27,5%, conforme decisão do Poder Executivo. As alterações dentro desses valores não acarretam alterações significativas no perfil de emissão dos veículos em circulação, uma vez que os veículos fabricados mais recentemente, com tecnologia mais avançada, como a injeção eletrônica de combustível e sensores de oxigênio, são dotados de sistema de autocompensação da relação ar-combustível para variações dessa ordem no teor de etanol, o que permitiu também o desenvolvimento dos veículos Flex Fuel.

Adequação dos combustíveis nacionais

Para os novos limites de emissão de veículos automotores leves e pesados, que estão em vigor desde 2012, serem atendidos pelos fabricantes de veículos, houve a necessidade de adequação dos combustíveis nacionais.

Por essa razão, a Agência Nacional do Petróleo – ANP estabeleceu as especificações necessárias dos combustíveis ao atendimento dos requisitos ambientais, com destaque a redução dos teores máximos de enxofre na gasolina comercial para 50 ppm (partes por milhão em massa) disponível para comercialização a partir de 1º de janeiro de 2014 por meio da Resolução ANP nº 38 de 09/12/2009 e no caso do óleo diesel para 10 ppm, denominado óleo diesel S10, disponível para comercialização a partir de 1º de janeiro de 2013 inicialmente por meio das Resolução ANP nº 31 de 14/10/2009, revogada pelas Resoluções ANP nº 65 de 09/12/2011 e 50 de 23/12/2013.

As primeiras reduções nos teores de enxofre do óleo diesel em 20 de dezembro de 2013 e da gasolina em 17 de novembro de 1994 partiram de exigências do PROCONVE.

Tabela do teor de enxofre no Óleo diesel e na Gasolina

tabela-pro-alcool

 

A Resolução ANP nº 65 de 09/12/2011 trouxe inúmeros avanços em relação à comercialização dos diversos tipos de óleo diesel, dentre as quais se destacam (seguida pela Resolução ANP nº 50 de 23/12/2013):

  1. Em inúmeros municípios foi permitida apenas a comercialização do óleo diesel B S50;
  2. Obrigatoriedade de disponibilização do óleo diesel B S50 para garantir o abastecimento dos novos veículos automotores das fases PROCONVE L6 e P7, a partir de 1º de janeiro de 2012;
  3. Proibição da comercialização do óleo diesel B S1800 em inúmeros municípios, além da substituição total deste combustível pelo óleo diesel B S500 a partir de 1º de janeiro de 2014;
  4. Substituição integral dos óleos diesel A S50 e B S50 pelos óleos diesel A S10 e B S10, a partir de 1º de janeiro de 2013;
  5. Obrigatoriedade da adição de biodiesel ao óleo diesel A em percentual determinado pela legislação vigente, conforme o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE (Lei nº 11.097 de 13 de janeiro de 2005).

A Resolução ANP nº 50 de 23/12/2013 trouxe mais alguns avanços, como a:

  1. Obrigatoriedade da utilização de óleo diesel B S10 para os veículos do ciclo diesel das fases L6 e P7 do PROCONVE;
  2. Obrigatoriedade da comercialização dos óleos diesel A e B com teor de enxofre de até 500 ppm;
  3. Obrigatoriedade da comercialização somente do óleo diesel B para os segmentos agrícola, de construção e industrial;
  4. Obrigatoriedade da comercialização do óleo diesel B S10 para uso nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios e regiões metropolitanas e nos municípios de Belém, Fortaleza e Recife e suas regiões metropolitanas conforme publicação no endereço eletrônico da ANP.

As especificações acima foram necessárias para que pudessem ser atendidas as exigências aos veículos automotores das fases L6 e P7 do PROCONVE, permitindo a introdução de modernas tecnologias de controle de emissões, com melhora significativa na redução da emissão dos poluentes regulamentados, em especial de material particulado por veículos pesados do ciclo Diesel, além dos óxidos de enxofre.

Os novos combustíveis também permitem reduzir o desgaste de anéis e cilindros e diminuir os depósitos nos cilindros, independente da tecnologia construtiva do motor, não só em veículos leves, caminhões e ônibus, mas como também em tratores, máquinas agrícolas, de terraplanagem, locomotivas, motores estacionários, dentre outros.